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Com Jean-Luc Godard, François Truffaut, Fritz Lang e Eric Rohmer
"Os amigos tornaram-se inimigos, não voltaram a ver-se (cara a cara, pelo menos), nem a trocar, publicamente ou em privado, qualquer manifestação de estima. Para o filme (que foi escrito por Antoine de Baecque, crítico e historiador que tem estudado a geração da "nouvelle vague" e assinou uma recente biografia de Godard), essa ruptura assinala um momento simbólico: o momento em que o cinema francês (o novo cinema francês, saído da "nouvelle vague") se cindiu, e os seus principais pontos de referência seguiram rumos inconciliáveis. (...) Com a sua excelente recolha de material de arquivo e o seu texto claro e argumentado, "Os Dois da (Nova) Vaga" é um óptimo documentário sobre uma época crucial na história do cinema europeu, e o seu capital pedagógico não é, consequentemente, nada negligenciável."
Luís Miguel Oliveira, Público
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Sinopse |
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Os 2 da (Nova) Vaga é a história de uma amizade. Jean-Luc Godard nasceu em 1930, François Truffaut dois anos mais tarde. O amor pelo cinema juntou-os. Escreveram nas mesmas revistas: Cahiers du Cinema e Arts. Quando o mais novo dos dois se tornou realizador com "Os 400 Golpes", que triunfou em Cannes em 1959, ajudou o velho amigo a entrar no mundo da realização, oferecendo-lhe um argumento que inclusivamente já tinha título: "O Acossado". Durante a década de 60 apoiaram-se mutuamente, até 1968 altura em que a história e a política os separa: Godard envolve-se nas políticas revolucionárias e Truffaut continua o seu percurso artístico sem influências do contexto social e político. Entre os dois, estava Jean-Pierre Leaud, como uma criança filha de pais separados e desavindos. A amizade de Godard e Truffaut, bem como o seu afastamento, fazem parte da história do cinema francês.
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